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Casas ganham mais adeptos com a pandemia.

28 de setembro de 2020 - Notícias

Especialistas do mercado imobiliário mostram como o isolamento social e o home office vai afetar a procura por imóveis. 

 

Uma pesquisa realizada pela Buildings, que monitora principalmente escritórios corporativos, afirma que 80% das empresas de São Paulo acreditam que a partir de agora terão escritórios menores, um reflexo do sucesso do home office imposto pela pandemia do novo coronavírus. Isso porque, dentre outros fatores, a produtividade dos funcionários aumentou e os custos físicos diminuíram. A mudança reflete diretamente no mercado imobiliário, já que as moradias devem absorver esse ambiente levando a um cenário onde os escritórios ficarão menores e as casas maiores. Dentro dessa perspectiva, a tendência é aumentar a procura por casas e condomínios horizontais.

O Gerente de Desenvolvimento Imobiliário do Grupo Toctao, Rafael Roriz, explica que, faz parte da rotina de sua equipe de vendas, avaliar o comportamento do cliente e entender o que cada um está buscando. Atualmente, a frente da comercialização do condomínio horizontal Plateau d’Or, localizado às margens da GO 020, ele conta que foram surpreendidos com a movimentação dos negócios, mesmo durante a pandemia. “As pessoas perceberam que, ao passar mais tempo confinadas em suas residências, o quanto é importante ter espaços para as crianças, para o home office e estar bem e feliz em suas casas. Esse sentimento irá gerar grandes mudanças“, diz Roriz que está otimista com os resultados de abril e maio, quando a conversão em negócios chegou a 80%.

Em Goiânia, o Grupo Toctao também está desenvolvendo um projeto urbanístico que resgata esse senso de pertencimento ao estimular a convivência da comunidade: o Plateau d’Or, condomínio horizontal que está sendo construído em área de 1,6 milhões de metros quadrados, às margens da GO 020. Projetado pelo premiado escritório inglês de arquitetura Broadway Malyan, ele traz conceitos urbanísticos que estimulam a caminhada agradável em espaços especialmente planejados, como praças e ruas de pedestres, e propõe um processo de planejamento, criação e gestão de espaço totalmente voltado para as pessoas. Também está incluso no projeto a manutenção e proteção das matas do terreno resultando em um índice de massa verde de, aproximadamente, 230m² por habitante, bem maior do que a média atual da capital, de 94m² por habitante.

Na parte externa ao residencial, será implantado um Hub Humano que contemplará uma rede de serviços e lazer que vai atender toda a região que concentra cerca de 230 mil pessoas, principalmente em condomínios horizontais. O espaço de 185 mil metros quadrados será dividido em 10 quadras e atenderá a cinco pilares importantes para a qualidade de vida: saúde, serviços, comércio, cultura e educação.

Roriz chama atenção para o fato de que, com a redução da necessidade de ir e vir, a experiência bem sucedida do home office, e do próprio confinamento, viver em bairros que, além de escolas, supermercados e comércio, ofereçam espaços públicos de qualidade e com segurança, deve chamar mais a atenção das famílias, e ganham pontos os condomínios horizontais que consigam oferecer isso. “O foco passará a ser o bem-estar e uma casa pode ser feita sob medida com esse objetivo”, comenta.

 

Em casa 

Esse movimento também foi percebido por Anderson Gonçalves, gestor da Brain Inteligência Imobiliária no Centro-Oeste, empresa que realiza pesquisas periódicas do comportamento do consumidor de imóveis e empresas. Segundo ele, já está em curso uma pesquisa que vai avaliar o comportamento específico das negociações dos condomínios horizontais. “Nas conversas com empresários já percebemos que esse foi um mercado que está se sobressaindo no período de quarentena em Goiás” antecipa.

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