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Construções sustentáveis ganham mais espaço com aumento do interesse da população.

28 de setembro de 2020 - Notícias

Sustentabilidade ambiental e economia estão entre os principais fatores que interferem diretamente na escolha dos consumidores.

 

As mudanças ambientais e climáticas provocadas pela interferência humana têm sido uma das preocupações das pessoas na hora de comprar produtos ou contratar algum serviço. De acordo com o relatório World Green Building Trends 2018, 34% dos fatores que motivam as futuras atividades de construção sustentável estão diretamente vinculadas às demandas dos clientes.

Já a pesquisa do Sistema Nacional de Saúde (NHS) do Reino Unido aponta que a construção de casas autossuficientes em energia e climatização seria responsável pela economia de 1,2 bilhão de libras, o equivalente a 8,3 bilhões de reais. E isso passaria até mesmo por medidas consideradas simples, como reciclagem de lixo, uso de energia solar e reaproveitamento de água.

A valorização do meio ambiente tem ganhado importância nos últimos anos, principalmente com o incentivo da adoção de um estilo de vida mais sustentável e que não provoque grandes impactos na natureza. Uma das medidas para conscientizar e minimizar os impactos da ação humana foi a criação de uma data especial em 1972, durante a Conferência de Estocolmo (Suécia), para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente: 5 de junho.

Pensando nessas novas demandas, construtoras têm implantado ações de sustentabilidade desde as obras para economizar e, ao mesmo tempo, preservar o meio ambiente.

 

Construções sustentáveis

 

O contato com a natureza e a sustentabilidade ambiental são apostas de empreendimentos de alto padrão em Goiânia. O condomínio horizontal Plateau d’Or, que está em construção em área próxima ao autódromo de Goiânia, aproveita o status de a capital goiana ser uma das cidades com mais áreas do Brasil para preservar e recuperar aproximadamente 56 hectares de áreas arborizadas com espécies nativas do Cerrado. Segundo levantamento da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), a cidade possui 94m² de área verde por habitante.

Entre os conceitos que permitem mais contato com a natureza propostos pelo condomínio estão espaços para ecotrilha e vias verdes. Outro conceito explorado pelo empreendimento é o de walkability, termo em inglês que remete ao estímulo da caminhada em espaços especialmente planejados para isso.

Segundo a especialista em gestão ambiental e mestre em engenharia do meio ambiente, Cinthia Martins Peixoto, o projeto busca estimular a mobilidade sustentável segura. “A ideia foi pensada em facilitar esse tráfego de pedestres de modo que as vias saem dos imóveis e dão acesso aos principais equipamentos de uso comum localizados dentro do condomínio”, explica Cinthia.

Cinthia também vê os novos empreendimentos cada vez mais preocupados com as mudanças de comportamento dos consumidores na sociedade, principalmente no crescimento do movimento de preservação ambiental. “Com a disseminação do coronavírus, cresceu ainda mais a reflexão das pessoas no intuito de aliar o bem-estar com a saúde, principalmente porque passamos a viver cada vez mais dentro de casa. E junto com esse bem-estar está justamente o convívio com a natureza de modo sustentável e responsável”, destaca a especialista.

 

 

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